terça-feira, 13 de setembro de 2011

The blur...



Sua presença não me faz mais falta. Já não sinto seus lábios pressionando os meus toda vez que fecho os olhos. Já não me lembro direito do seu sorriso, da sua voz e, até a lembrança do seu olhar que antes era tão nítida, tornou-se apenas um borrão. Vira e mexe você aparece em algum sonho, e, às vezes, ainda acordo assustada com lágrimas nos olhos. Não mais aquele choro desesperado, mas tão somente uma lágrima ou outra. E aquele vazio que me sufocava dia após dia, que me fazia acreditar que eu não conseguiria dar mais um passo sequer, já não existe mais. Hoje estou completa novamente e não porque outra pessoa tomou seu lugar. Passei esse tempo costurando pedacinhos de mim e isso tem me feito um bem tão grande! Se você estivesse por perto com certeza se orgulharia de mim. Só que agora já não preciso mais da sua aprovação e, definitivamente, não sinto falta das suas críticas. Descobri que para ser feliz basta eu me amar e me doar por completo a mim mesma. E tenho que agradecer a você por isso. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Fragmento





Olho para você e o vejo tão cansado e, apesar do sorriso e do braço dela ao seu redor, seu olhar parece triste e solitário. Como tem passado sem mim?

domingo, 7 de agosto de 2011

Fragmento





Te encontro perdido no mundo. Te faço olhar pra frente e caminhar seguro. Fico o tempo necessário para que voltes a acreditar na beleza das coisas. Te abandono para perceberes que a tua felicidade não pode depender de mim.

sábado, 6 de agosto de 2011

Fragmento



Vou chegando como quem não quer nada, roubo um olhar, depois um sorriso e, quando você se dá conta, já não consegue viver sem mim.

domingo, 17 de julho de 2011

Final de semana...



E ai toda aquela correria, estresse, cansaço e intriga que você vivenciou durante a semana, parecem apenas resquícios de um pesadelo. Daqueles que quando você acorda e vê que já passou, o mundo passa a brilhar de uma forma especial que fazia tempos que você não via antes.

E lá está você, acordando sem pressão e, sem saco para Internet você brinca com o cachorro, acende um incenso, pega um sol, observa a imponência e graciosidade das estrelas e fica filosofando sobre a razão da vida, outros mundos e dimensões. E finalmente paz. Como se Deus tivesse dado um pause no tempo para que você possa observar a maravilha desse mundo que Ele nos deu, justamente quando você já começava a desacreditar na beleza das coisas.

Até a inspiração, que parecia perdida, volta quando você menos espera, e permite que você coloque um pouco mais de cor na sua vida e veja as coisas com mais leveza.

sábado, 4 de junho de 2011

Fragmento


Não dá para me enganar. Não mais. Tento mudar de assunto, arranjar alguma coisa pra fazer, focar demais no trabalho, pintar as unhas e tentar escrever histórias que não fluem, porque minha alma não está nelas. Faço de tudo para fugir desse sentimento. Tento dizer a mim mesma que não é nada demais, coisa da minha cabeça ou apenas uma fase, que vai passar. Mas você não passa.

domingo, 22 de maio de 2011

Devaneios...


Ela senta, olha pra janela, enrola inutilmente seus cabelos lisos com os dedos, enquanto pensa como é que ela deixou isso acontecer? Como é que ele consegue esse efeito sobre ela? É como se tivesse virado adolescente outra vez...

Cada olhar, cada sorriso tímido e, até o silêncio dele, deixam-na nervosa de tal forma, que ela simplesmente esquece como se faz para andar ou falar sem tropeçar ou gaguejar... E ela não é assim. Não pode ser. No entanto, ela fica assim perto dele.

Enquanto todo mundo a olha, como se ela fosse um tanto quanto surreal e inatingível, ela se percebe como uma menininha tímida, travessa, ingênua e desastrada. Perto dele, ela só fala besteira, tentando de alguma forma chamar a atenção, mas ele parece não perceber, ou é muito bom nesse jogo, ou, ainda, simplesmente não está nem ai.

E mais uma vez ela se flagra acreditando que príncipe encantado existe. Inconformada, ela desiste dos cachos e se afasta da janela com a esperança de  voltar ao mundo real. Só que ela tem medo, porque sabe que é lá que ele está.